sábado, 28 de novembro de 2009
Cenas dos próximos capítulos
Postado por Paulo César Nascimento às 16:47 0 comentários
Marcadores: Coisas que não sei nomear
sábado, 21 de novembro de 2009
Devaneios crepusculares
sábado, 14 de novembro de 2009
Lerdos e estressados
Postado por Paulo César Nascimento às 04:34 3 comentários
Marcadores: sociedade, trânsito, Umbiguices
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Da feminização dos vampiros no cinema

O grande marco para o delineamento da representação do vampiro no imaginário ocidental foi a obra literária "Dracula", do irlandês Bram Stocker, em 1897. A personagem uniu a figura do príncipe Vlad Tepes (o empalador), da Valáquia - também conhecido como Draculea (filho do dragão) - com o vampiro das crenças populares do leste europeu. Em 1922, estreou Nosferatu, o primeiro filme baseado neste romance. A imagem do vampiro neste filme conserva um aspecto soturno, animalesco e angustioso. No filme Dracula (1931), estrelado por Béla Lugosi e também baseado no livro de Stocker, o vampiro se humaniza, porém conserva um aspecto assustador dado o seu carisma e efeito hipnótico. Em "Horror of Dracula", de 1958, Christopher Lee não mudou muito o estilo do conde, assim como Frank Langella no Dracula de 1979. Entre um e outro, o conde Von Krolock, de A Dança dos Vampiros, satirizou o gênero, mas não desviou tanto assim do modelito.
Na década de 80, com "Fright Night" (A hora do espanto), o vampiro ganhou ares de galã (Chris Sarandon), perdeu as olheiras e passou a se vestir normalmente, sem capa. Dormia no caixão, pois essa coisa de morder pescocinhos cansa. A década de 90 alternou entre os vampiros lutadores de Blade, saído das HQ, o "Dracula de Bram Stocker" (Coppola) e a turminha do Lestat, que dá início a um processo de feminização dos vampiros. As criaturas de Anne Rice são meio blasé, assexuadas e em crise existencial, movidas por uma sede sem fim e aguardando o retorno dos seus ancestrais - o que não deixa de retratar a mocidade que surgia na época, sedenta sabe-se lá do quê e carente de raízes. A partir deles, a vampirização das vítimas se torna um processo voluntário, que implica em beber também um pouco do sangue do vampiro. Note-se que a feminização dos vampiros reúne dois aspectos interessantes: a crise de identidade masculina pós-feminismo e o fato da obra ser escrita por uma mulher. Embora Anne Rice não escreva "literatura mulezinha", estilo Bridget Jones e O Diabo Veste Prada, o enfoque muda. O vampiro de Bram Stocker vive a solidão, a nostalgia de um grande amor e a sede de reencontrá-lo. Em cada mordida, percebe-se não só a sede de sangue, mas um grande teor erótico e de poder. Nos vampiros de Anne Rice, apenas um grande tédio, mesclado com uma sensação de vazio.
No mundo nerd dos RPG, os vampiros viraram uma espécie de universo particular e muitas das referências mitológicas foram retomadas, com direito a clãs e enredos complexos. No século XXI, um fenômeno interessante: as obras sobre vampiros começam a sinalizar uma rivalidade entre eles e os lobisomens. Tanto em Underworld (2003), como em Van Helsing (2004) e Crepúsculo (2008), essas turminhas não se bicam. No primeiro filme, na verdade são primos distantes e farinha do mesmo saco. A diferença é que os lobisomens são mais animalescos e carniceiros, enquanto os vampiros são mais humanizados. No segundo, soma-se a isto os lobisomens serem escravos. O terceiro eu ainda não vi e nem sei se terei paciência, já que é voltado para garotas de doze anos, tenham elas a idade cronológica que tiverem. Ali o protagonista é um vampiro meio metrossexual, com uma pitada de EMO, chamado Edward Cullen. Quem acompanha a cultura pop sabe que a cada dois ou três anos é preciso surgir uma leva de garotos com cara de criança/menina, estilo James Dean, Christopher Atkins, Leonardo DiCaprio, para que as meninas não tenham medo das diferenças e possam se apaixonar por anjinhos barrocos, para fazer (ou não) depois a transição para sujeitos com mais testosterona e caracteres sexuais secundários, como o Sean Connery, Jason Statham e Clive Owen. Lobisomens são mais agressivos, animalescos e peludos. Creio eu, em um momento de delírio sem muito fundamento científico, que essa polarização entre vampiros e lobisomens retrata o lado meio marginal de ser macho em um mundo politicamente correto, no qual não se pode mais fazer eco ao porteiro Severino (Paulo Silvino), cara, crachá: "Doutor, isso aí não é um vampiro..."
Postado por Paulo César Nascimento às 16:46 4 comentários
Marcadores: Cinema, Folclore, Opinião, Teorias estapafúrdias
sábado, 7 de novembro de 2009
Doce surpresa
a) um bilhete de uma vizinha sexy me convidando para jantar;
b) um envelope com um cheque de valor respeitável, saldando uma dívida antiga;
c) um enxame de mais de mil abelhas agrupadas no vidro da minha sacada, pelo lado de dentro do apartamento, construindo uma colméia em plena sala.
Se você me conhece bem ou acompanha o meu blog há mais tempo, certamente respondeu "c". Dei sorte de chegar à noite, quando elas já estão mais calminhas, aconchegadas umas às outras. Embora eu ache a abelha um animalzinho simpático, útil e produtivo, que permite gentilmente que lhe furtemos mel, cera, própolis e geléia real, sei que o ataque de um enxame costuma ser fatal, mesmo para quem não é alérgico, devido aos efeitos cumulativos do veneno. O ideal nestes casos é chamar um apicultor, uma vez que o extermínio de animais silvestres e benéficos ao homem é proibido por lei. Em razão disso, empresas de extermínio de insetos nada podem fazer em uma hora dessas. Quando vidas humanas estão em risco, o corpo de bombeiros costuma resolver, aceitando as punições legais, caso venham.
A solução encontrada?
a) Liguei para o "disque-apicultor 24 horas", serviço existente em todas as cidades do Oiapoque ao Chuí, que é o que nossos competentes legisladores esperam que façamos;
b) Comprei uma roupa de apicultor e passarei a vender "mel urbano" a partir do ano que vem;
c) Após um longo jogo de empurra, recebi ajuda do corpo de bombeiros.
Essa fica para você adivinhar.
Postado por Paulo César Nascimento às 08:46 4 comentários
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Devorando livros
Postado por Paulo César Nascimento às 15:47 2 comentários
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
O incrível homem que vira peixe
Hoje em dia, quando navego nos portais de notícias e leio as chamadas, fico com a impressão de que alguns jornalistas aderiram à moda do "incrível homem que vira peixe". Concordo que uma chamada deva provocar algum suspense e se possa exagerar um pouquinho, mas a minha impressão é de que a coisa já desandou. Muitas vezes a matéria segue no sentido oposto ao que havia sido sugerido na chamada, o que, em minha opinião de leigo, já vira desinformação.
Vi um exemplo disso hoje mesmo: "Internet estimula infidelidade, diz diretor do R7". Se a chamada deixasse evidente que se tratava da infidelidade do cliente em relação a um determinado grupo de comunicação, você clicaria na matéria? A virada de peixe aí foi dar a entender que a internet aumenta as chances de alguém ser corno, algo que desperta muito mais curiosidade do que saber sobre a disputa entre as empresas de comunicação.
Está certo que às vezes é o leitor que viaja na chamada, em outras o autor não imaginou a raiva que causaria, mas desconfio que o jornalismo em portais de internet mantém seus profissionais em cima da estatística de cliques.
Postado por Paulo César Nascimento às 17:15 1 comentários
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