sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A comer uma francesinha


Em junho passado, tive oportunidade de conhecer parte da Europa e desfrutar de uma experiência inesquecível: comi uma francesinha. Em um primeiro momento, fiquei apreensivo, pois em terras estrangeiras não é conveniente correr riscos desnecessários. Porém, a busca do prazer falou mais alto. Mandei os escrúpulos às favas e até encontrei argumentos racionais em favor do meu desejo: hoje em dia, com o avanço da medicina, um remedinho resolve tudo no dia seguinte. O local era público, mas estava praticamente deserto. Sei que há quem se constranja com os olhares dos outros nesse tipo de situação, porém está longe de ser o meu caso. Ela estava ali, ao meu alcance, entregue e disponível – sem querer me justificar, poucos resistiriam. Confesso que me surpreendi no princípio com a sua intensidade – fiquei até com medo de não dar conta. No entanto, veterano que sou, aproveitei de minha experiência para ir devagar, acompanhando as reações do meu corpo que pudessem prenunciar um desfecho indesejável. Entreguei-me à experiência, ignorando o mundo ao meu redor: só sentia o calor dela em minhas mãos, seu gosto em meus lábios – já completamente lambuzados - seu aroma me envolvendo. Tudo concluído, senti aquele sono e preguiça característicos desses momentos. Quando dei por mim, já não havia vestígios dela e eu precisava me apressar para pegar o ônibus. Confesso, não senti culpa ou arrependimento. Às vezes, pensava nela e até tentei encontrar no Brasil algum tipo de experiência que se assemelhasse, mas não fui feliz. Quando menos esperava, encontrei aqui uma maneira de revê-la e até uma oportunidade de resgatar tamanho prazer. Ainda voltarei à cidade do Porto.

9 comentários:

Luciano Pfeifer disse...

Que delícia deve ser essa Francesinha. Fiquei bem a fim de comer uma.
Abração.

Magda disse...

Pois eu prefiro um "cacetinho"e nem precisa ir pra Europa pra comer um.No meu bairro se consegue em cada esquina.
bjo,Magda.

Anônimo disse...

Como voce sabe eu sou mais um japinha do que uma francesinha,mas experimentarei tb...
Beijocas
Carol

milu leite disse...

entre uma batalha doméstica e outra, vc come uma francesinha?
caramba...]
bjo

Paulo César Nascimento disse...

Luciano: você não se arrependerá!

Magda, sei que as francesinhas levam salsicha e lingüiça, será que podem levar "cacetinho"? Não tenho certeza, vou pesquisar...

Carol, muitas mulheres têm receio de experimentar, mas eu aconselho.

Milu: eu faço uma verdadeira revolução francesa, junto com as sans-culottes...

Abraços

Padeiro Schmidt disse...

Tenho tesão por argentinas e espanholas! Argentinas por um motivo óbvio. EspahOOlas, ah... são legais!

Magda, levando-se em conta que você seja gaúcha, mais vale você buscar um "cacetinho" em outras terras. Dizem que os gaúchos consomem muito "cacetinho" e acabam deixando as gaúchas sem (pedem 10 e chegam sem nenhum em casa). Mas também podem ser só mulheres com más linguas que experimentaram minha bisnaga!

Paulo César Nascimento disse...

Padeiro Schmidt, cuidado com as bolas fora! O pessoal aqui anda pisando em ovos...

Abraços e obrigado pela visita!

magda disse...

Paulinho,foi fora mesmo já que eu nem moro no RS, e dou risada dessas bobagens regionalistas.
Mas eu não piso em ovos não, vou logo fazendo omelete que aliás é uma delicia com "cacetinho".Bem melhor que com bisnaga pois "cacetinho" é mais crocante.
bjim
Magda.

B.Beiçola disse...

Prefiro o infarto...

 
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