sábado, 29 de novembro de 2008

Batman e a telefonia no Brasil


Atribui-se ao General De Gaulle a frase "O Brasil não é um país sério", proferida em um incidente diplomático na chamada "Guerra da Lagosta", um conflito de interesses entre a nação brasileira e pesqueiros internacionais ao início da década de 60, quando o Brasil ampliou as fronteiras oceânicas de doze para duzentas milhas. Com a mudança na regulamentação da telefonia, muita grana vai caminhar para as mãos de quem já tinha demais, aumentando inclusive sua capacidade de corrupção ativa. O que são alguns milhões de propina para quem ganha bilhões, não é mesmo? Mas vou além: o ser humano não é uma espécie séria. Basta estudar um pouco de História e se vê que a corrupção, a ignorância e a má-fé sempre estiveram à frente de tudo. Um ou outro idealista foi martirizado e/ou ditou regras para os outros, mas tudo continua com a mesma sem-vergonhice, às vezes revestida em um véu de hipocrisia - "Não se trata de petróleo, mas de liberdade" - ou peladinha mesmo, como na propaganda que queimou o filme do Gérson para o resto da vida - "Eu gosto de levar vantagem em tudo".

No imaginário da rapazeada - ando menos junguiano e não vou falar em inconsciente coletivo - é que precisam brotar heróis para dar um certo alento, uma esperança de que um dia essa podridão vá mudar. Não vai, estas estratégias de dominação pela força ou pela astúcia são as formas que nós, humanos, criamos a partir do impulso mais animal da luta pela sobrevivência. Também não vai mudar a nossa necessidade de fantasiar com um mundo melhor. Quando se mata um herói, mesmo que seja nos quadrinhos, é preciso colocar outro no lugar. Às vezes é preciso ressuscitá-lo, como fizeram após o recorde de vendas do gibi " A morte do Super-homem" (pensaram que eu ia falar de Jesus, né?). Estou dizendo isso porque a Marvel já matou o Capitão América e a DC Comics pretende matar o Batman. Que matem o primeiro eu até entendo, ele não tem mais serventia, foi criado durante a Segunda Guerra Mundial, enfrentando os nazistas. Além disso, já garantiram sua perenidade em diferentes "encarnações", como o herói Fantasma - são muitos que reassumem esta identidade. O que mais me dói é que antes matavam e ressuscitavam heróis - como Jesus (enganei vocês de novo) - em nome da esperança. Agora vão matar o Batman só por dinheiro.

5 comentários:

Sally disse...

O problema do Brasil é que além da corrupção, ainda tem um certo orgulho: a pessoa que sobe porque foi "esperta" é admirada! "se deu bem!", todos comentam.

Acho os EUA um desfavor de sociedade, mas ao menos lá impera a meritocracia, quem rala e tem mérito pode subir. Aqui sobe quem arma, quem se dá bem. E em vez de mudar isso, todo mundo só quer saber de armar para se dar bem.

O curioso é que em vez de se indignar, o Brasileiro tem um complexo de vira-lata que o faz bater no peito e ficra gritando como ama o seu país. Desde quando criticar e tentar melhorar quer dizer que você não ame? É requisito para amar achar perfeito?

Hormônio feminino na água. Só pode. Um dia minha teoria vai ser comprovada... hahaha

Paulo César Nascimento disse...

Sally: eu não sei se nos EUA é muito melhor não... talvez seja pra eles, mas sempre alguém ajuda a pagar a conta.
Em tempo: Adorei o trabalho e as entrevistas do Skylab!

milu leite disse...

como assim?

Paulo César Nascimento disse...

Milu: como assim "como assim"?

Bjs

Didi Iashin disse...

Se me permitem:
- já mataram o Superman e reviveram.
- Já mataram o Cap. América e reviveram.
- Vão matar o Batman, é? Vão envenená-lo com o sangue do Ozzie Osborn?
PALHAÇADA!

 
design by suckmylolly.com