domingo, 23 de novembro de 2008

Escravidão


Você sabia que:
- Há algumas espécies de formigas, como a Polyergus rufescens, que atacam formigueiros de outras espécies, roubam suas larvas e as criam como obreiras-escravas?
- Na antiguidade a escravidão era a opção à morte, no caso de prisioneiros de guerra?
- Também na antiguidade, vender-se como escravo era uma opção para pagar uma dívida?
- Na América, nas civilizações pré-colombianas, a condição de escravo poderia ser temporária, desde que se fosse capaz de saldar a dívida que gerou a escravidão?
- A prática da escravidão já era comum na África bem antes da colonização das Américas e que os escravos negros eram vendidos aos brancos por outros negros?
- A etimologia da palavra "escravo" se refere aos eslavos, povos do leste europeu, em função de terem sido escravizados pelos germanos e bizantinos na Idade Média?
- No Brasil a criminalização da escravidão e de suas condições análogas só se deu no século XX?

Agora que você já sabe disso tudo, voltarei à correção de trabalhos, relatórios e monografias, que - assim como a preparação de aulas, elaboração e correção de provas - são atividades remuneradas em fevereiro e julho com as horas-aula que excederem às de cursos e reuniões para os quais somos convocados. Ainda bem que a escravidão acabou! Já imaginou fazer tudo isso de graça?

13 comentários:

Heleninha disse...

senti uma irnonia nesse último parágrafo! huahauah trabalhar domingo ninguém merece =/

fico feliz de vc ter voltado a comentar na CF, eu era e sou uma que sempre li teus comments e adorei

bjokas

FlaM disse...

– Que minha monografia de conclusão do Bacharelado em História foi "Crime e rebeldia escrava no Rio Grande do Sul (1850-1860)"?

bj, flávia

Pepper Popps disse...

Caro Paulo César, primeiramente gostaria de dizer que encontrar no mundo blogueiro o blog de um professor para mim é, digamos, afrodisíaco (não, isso não é uma cantada!). Homens cultos e inteligentes me fascinam e estão em falta em todos os mercados rs.
Quanto a escravidão, acredito que em 13 de maio de 1888 quando Princesa Isabel assinou a Lei Áurea ela não tenha pensado em mencionar os professores em horário extra classe, o que tenho certeza que para você muitas vezes é uma pena.
De qualquer forma parabéns pelo ofício que você exerce e se eu tiver aqui cometido qualquer erro de gramática favor me corrigir hehehe!
Estou te linkando no meu blog, passa lá depois pra tomarmos um café.
Beijos!

Paulo César Nascimento disse...

Heleninha: obrigado por sua visita e pela gentileza do comentário! Bjs

Flávia: então você precisa me dar umas dicas de como ser um escravo rebelde sem cometer crimes! Bjs

Pepper Popps: embora lamente não ter sido uma cantada, assim que eu puder escapar da senzala por mais tempo, aceito o convite para um café no seu blog. Bjs!

FlaM disse...

hummmm... te ensino tudinho...
obs;
isto é uma cantada!
E vc sabe, quando falo em café, não é no blog! é ao vivo e a cores, agora com "lições de rebeldia"...
KKKKKKKKKKKKKKKKKKK
bj, f

FlaM disse...

Ai desculpa, Paulinho, sabes que nnao resisto. Que perco a compostura, mas não perco a piada!. Mas tb não quero queimar o teu fime! Fica à vontade para apagar. este e o anterior.
Mas tu sabes, né... bobagens sempre há de pintar por aí...
Mas a cantada, o café e as perturbadoras lições de rebeldia continuam de pé...
(huhuuuuu)

Sally disse...

Paulo, o erro é seu que não está sabendo lidar com a situação. Só exerce trabalho escravo quem quer. Para situações como estas existe uma figura chamda ESTAGIÁRIO.

Na faculdade, quando era monitora, em troca de SEM reais por mês (sem com "s" mesmo), dava aulas (sábado de manhã!), preparava e corrigia provas e trabalhos e ainda servia de escudo quando alguma coisa dava errado: "Tá errado? deve ter sido a estagiária..."

Essa ética de não querer passar o trabalho escravo adiante está te prejudicando, Paulo... Arrume um estagiário de estimação! hahaha

Paulo César Nascimento disse...

Flávia: me ensina, que eu gosto! ;-)
Cantado ou não, café em boa companhia eu até adio, mas não recuso! Bjs

Sally: eu já tive, mas hoje em dia as universidades particulares estão economizando até no papel higiênico. Está difícil terceirizar a escravidão, pois meus alunos precisam mesmo da grana, não topam por SEM reais. Mas não se preocupe, isso vai diminuir significativamente na minha vida em breve. Obrigado pela dica! Bjs

FlaM disse...

Huhuuuu (2)!

milu leite disse...

querido!
eu sabia dessa história das formigas... tinha visto num documentário na tv anos atrás. elas nunca me enganaram, carregando aquele peso tão maior que elas... iam querer descarregar esse tormento em cima de alguém.
bjo

Paulo César Nascimento disse...

Milu: isso sem falar na formiga do La Fontaine, que não ajuda a cigarra no inverno. Músico só se lasca mesmo... Bjs

Bel disse...

Quando criança, eu adorava observar aquelas formiguinhas carregando folhas enormes nas costas!

Escravas, coitadas!

milu leite disse...

bel,

eu observo formigas até hj! posso ficar horas fazendo isto. e já escrevi até um haicai inspirado nelas.

paulinho,
vc já ouviu a versão moderna da fábula da formiga e da cigarra?
é muito boa!

 
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