sábado, 6 de junho de 2009

Fale baixinho...


Quinta à noite, com preguiça de terminar de corrigir uns estudos de caso, comecei a zapear a TV e vi um programa sobre discriminação contra homens baixinhos. Peguei pela metade, mas como o assunto me interessa, resolvi assistir. Entre os verticalmente prejudicados estavam um americano ressentido, que julgava que todos os problemas que tinha na vida se deviam ao preconceito social quanto à sua baixa estatura, e um chinês batalhador, que processou o Estado pela discriminação de homens baixos nos editais de seleção para cargos públicos. Lá na China a coisa é complicada e homens com menos de 1,68 m são taxativamente excluídos de seleções profissionais, principalmente em cargos em que tenham que conviver com ocidentais. É uma coisa bizarra, mas acontece de modo escancarado, diferentemente do Ocidente, em que a preferência por pessoas brancas, altas, bonitas e do sexo masculino em seleções profissionais se dá de forma implícita, velada, muitas vezes inconsciente para o próprio selecionador. Já há inclusive estudos científicos sobre o preconceito contra homens baixinhos, coisa que eu nem desconfiava. Havia também um baixinho indiano que se submeteu a uma série de cirurgias dolorosas para aumentar de altura alongando os ossos da perna.

Na verdade, ser baixinho, para o homem, é uma entre outras desvantagens competitivas possíveis no mercado de trabalho e no amoroso/sexual. Ser feio, pobre, burro, não-caucasiano, pouco instruído, introvertido, fanho, gago, malvestido, tudo isso pode ser desvantagem competitiva. O baixinho americano chorão assumiu uma postura de vítima, formou uma associação e começou a distribuir panfletos na rua sobre preconceitos. Ao falar de suas dificuldades, obteve condescendência de um grandão: “Se gozarem de você por ser baixinho, me chame que bato neles”. Já o chinês batalhador conseguiu ganhar a causa na justiça, ficou famoso e conseguiu uma bolsa de estudos, além de derrubar a política discriminatória. O mundo não é justo e a vida não é fácil, mas quem se faz de vítima acaba sendo coitadinho o resto da vida. Respeito se conquista. Queria ver neguinho zoar Napoleão na cara dele...

9 comentários:

Victor disse...

Se tamanho fosse documento, o elefante seria o dono do circo...

Aline Inoue disse...

O mundo é dos baixinhos! hehe
Sempre fui uma das menores da sala. Quando eu era pequena.. (e sempre que falo isso vem aquela piadinha do "era?")isso já me incomodou, hoje em dia até gosto. Preconceito sempre vai existir, mas há formas e formas de lidar com ele.
Muito bom o texto professor, assim como todo o blog. Já virei leitora assídua. Beijão!

milu leite disse...

paulinho, fiquei impressionada com as revelações!
o planeta é habitado por pessoas com regras estranhas...
beijo,
milu

Alline disse...

Pois eu vi um programa inteiro sobre homens com pênis pequeno e acho que eles iam preferir mil vezes ter baixa estatura do que um pinto diminuto.

Beeeeeijo!

Paulo César Nascimento disse...

Victor: os elefantes e os circos estão desaparecendo... logo esta metáfora não servirá mais de conforto. Abs.

Aline: as baixinhas sofrem menos preconceitos que os baixinhos, mas voce iria gostar de ver o documentário assim mesmo. Obrigado pelos elogios! Volte sempre! Bjs

Milu: o planeta é habitado por muita coisa estranha... e nem é preciso ir às profundezas do mar para saber disso. Bjs

Alline: o Napoleão era baixinho E tinha o pinto pequeno, mas acho que ninguém teve coragem de perguntar a ele o que achava pior. rs. Bjs

Silvia disse...

Eu adoro um baixinho. Falar a verdade tenho medo de gente grandona, homens e mulheres muito altos e gordos me assustam porque sempre penso que se eles resolverem me matar não vou ter a menor chance. Imagine, eu com 1,60 e 50 Kg contra o alguem com 2 de altura e mais de 100 Kg? Basta ele sentar em mim que me sufoca, aff. Já um baixinho charmoso, inteligente, engraçado pra mim é o que há. Você não tem o telefone desse chinês?...ha ha ha

victor disse...

Reza a lenda do Colégio Catarinense que na década de 80 um desses sub-1,70 foi um verdadeiro fenômeno do basquete colegial, recebendo a alcunha de "cestinha" pelos corredores.
Não sei qual seu segredo, mas aposto que o cara transformou sua condição vertical inferior em vantagem competitiva...

Paulo César Nascimento disse...

Silvia: eu não tenho o do Chinês, mas os baixinhos agradecem sua demonstração de apreço e bom gosto. ;-)

Victor: também já ouvi essa lenda, mas as lentes do tempo às vezes são generosas. Abç

Anônimo disse...

realmente queria ver alguem zuar napoleao na cara dele ele mandaria algum soldado alto bater nele ou fuzilar enfim falar que nao existe preconceito com baixinho e ipocresia eu sou baixinho careca cabeçudo e feio nao me importaria de ter privilegios ou de ser coitadinho se isso me trouxesse algum benefio, isso se ve logo nas cotas de negros por mais escrota e injusta isso seja os negros iram brigar por elas e se quiserem tirar agora que ja foi criada vao criar protestos enfim beneficios em prol deles eu sou branco pobre feio baixinho e na hora de arruma uma faculdade como eu fico? e as mulheres q me veem como um derrotado pela minha altura como fica? deveria haver protestos contra essas coisas absurdas mas enquanto as pessoas tiverem comida na mesa e um carro pra ir pra alguma praia no final de semana ninguem vai revindicar nada e vai achar tudo engraçado como tudo o brasileiro ve como piada acho qualquer tipo beneficio pra uma pessoa boa de saude e com capacidade um absurdo so acho q se existe cotas pra negros quero minhas cotas para baixinhos tbm

 
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