quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O incrível homem que vira peixe


Lá nos primórdios, quando Deus separou a luz das trevas e viu que era bom, eu assisti a um programa do Sílvio Santos em que a atração final seria "O incrível homem que vira peixe". Antes de cada intervalo, essa chamada era repetida, causando suspense. No momento crucial, entrou em cena um cara com uma frigideira e um peixe, fazendo com que o bicho desse voltas no ar e caísse novamente na dita cuja. O apresentador fingiu desconhecer a armação e eu achei muito engraçado.

Hoje em dia, quando navego nos portais de notícias e leio as chamadas, fico com a impressão de que alguns jornalistas aderiram à moda do "incrível homem que vira peixe". Concordo que uma chamada deva provocar algum suspense e se possa exagerar um pouquinho, mas a minha impressão é de que a coisa já desandou. Muitas vezes a matéria segue no sentido oposto ao que havia sido sugerido na chamada, o que, em minha opinião de leigo, já vira desinformação.

Vi um exemplo disso hoje mesmo: "Internet estimula infidelidade, diz diretor do R7". Se a chamada deixasse evidente que se tratava da infidelidade do cliente em relação a um determinado grupo de comunicação, você clicaria na matéria? A virada de peixe aí foi dar a entender que a internet aumenta as chances de alguém ser corno, algo que desperta muito mais curiosidade do que saber sobre a disputa entre as empresas de comunicação.

Está certo que às vezes é o leitor que viaja na chamada, em outras o autor não imaginou a raiva que causaria, mas desconfio que o jornalismo em portais de internet mantém seus profissionais em cima da estatística de cliques.

sábado, 24 de outubro de 2009

A sina de Rubinho


O Brasil é um país que gosta - ou precisa - de heróis, vilões e anti-heróis. Porém, o que faz o sujeito ser enquadrado em uma dessas categorias dá um longo debate. Estou devendo a mim mesmo a leitura de Carnavais, Malandros e Heróis, do antropólogo Robeto DaMatta - um dos estudiosos que mais perto chegou de compreender o nosso país. Enquanto isso, convido meus leitores a filosofarem comigo (no botequim) a respeito da representação do Rubinho Barrichello no imaginário popular brasileiro. Tem gente que acha graça, mas eu acho triste achincalharem com o Rubinho por nunca ter sido campeão, como se isso envergonhasse toda a nação. Aí começo a pensar nos possíveis motivos para esse linchamento moral:

1) Seria Rubinho um mau piloto? Se pensarmos em termos de resultados, não. Quantas vitórias na Fórmula 1 tiveram Chico Serra, Raul Boesel, Christian Fittipaldi? Havia corridas em que nem se classificavam e ninguém questionava sua habilidade nas pistas. Para os que argumentam que os carros deles eram horríveis, por que as escuderias com carros competitivos não lhes deram oportunidades? Eram todos bons pilotos. Ninguém chega à Fórmula 1 sendo ruim... ou quase ninguém, se considerarmos alguns pilotos japoneses impostos pelas fábricas e que servem de exceção à regra.

2) Seria porque Rubinho é chorão? Não acredito. Oscar Schmidt é tão chorão quanto Rubinho e goza de enorme prestígio entre os torcedores, sendo que o único título expressivo que conseguiu com a seleção brasileira foi o do Panamericano de Indianápolis. Está certo que Oscar foi cestinha de muitas competições, mas isso não costuma pesar no imaginário do brasileiro. Ou você prefere ter o artilheiro da copa do mundo a vencê-la?

3) Seria por Rubinho não ser um galã? Acho improvável, o Émerson Fittipaldi nunca rivalizou com o Tarcísio Meira e o Felipe Massa também não chega a ser uma ameaça para o Gianechinni, nem por isso caindo em descrédito perante os torcedores.

4) Seria por Rubinho inventar desculpas esfarrapadas para as derrotas? Discordo, inventar desculpas esfarrapadas tem ampla aceitação na nossa cultura: os playboys que atearam fogo no índio pataxó alegaram que o confundiram com um mendigo; a Xuxa disse que a Sasha comete erros gramaticais e ortográficos porque foi alfabetizada em inglês; o já esquecido deputado João Alves, um dos anões do orçamento, alegou que ficou rico porque Deus o ajudou a ganhar muitas vezes na loteria; Ronaldo, o fenômeno, disse que confundiu os três travestis com mulheres... e ficou tudo por isso mesmo.

5) Seria por Rubinho não ter carisma? Improvável. O cardeal Ratzinger tem o carisma de um bicho da goiaba e virou Papa! George Bush (filho) tem o carisma de uma ostra e virou a pessoa mais odiada (e temida) do planeta durante seus mandatos.

6) Seria porque Rubinho foi repetidamente vice-campeão? Aí surge um início de explicação. Ser vice é bom ou mau, dependendo da expectativa que se tenha. Por exemplo, a seleção brasileira de Voleibol ser vice-campeã mundial é considerado atualmente um mau resultado, porque a expectativa é de que seja campeã. A seleção brasileira de basquete ser vice-campeã mundial seria uma glória, já que é improvável que atualmente os rapazes e as moças tragam na bagagem mais do que experiência e souvenirs. Uma medalha de prata em uma olimpíada é motivo de orgulho para os brasileiros em qualquer modalidade... exceto o futebol, o vôlei de praia e o vôlei indoor.

O problema é que o Rubinho veio depois de estarmos acostumados a celebrar as vitórias de Piquet e Senna. Pior do que isso: Senna morreu e Schumacher começou a bater os recordes de nosso ídolo. Aí veio a demanda: "Rubinho, pare esse alemão!" Barrichello passou a ter uma dupla função, aos olhos do brasileiro: colocar o Brasil novamente no topo da Fórmula 1 e assegurar a soberania de Senna como o maior de todos os tempos. A Ferrari não pensava assim. Ao aceitar ser o segundo de Schumacher e obedecer às estratégias da equipe, Rubinho compactuou com uma ultrapassagem que não foi perdoada. Não me refiro àquela patética em 2002, na Áustria, mas aquela simbólica em que o alemão ultrapassou a Senna, tornando-se o piloto mais vitorioso da história.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Quando o mundo vem até nós


Viajar é uma coisa muito boa, mas nem sempre temos tempo ou dinheiro para isso. Felizmente há ocasiões em que os outros viajam e chegam até nós. Segunda à noite eu tive o privilégio de ouvir / tocar / cantar junto com uma musicista japonesa versada no jazz, acompanhado por um pianista argentino, uma cantora norte-americana e brasileiros de diferentes partes do país. Na terça eu fui ao Black Swan Pub, cheio de turistas falando inglês, e me senti em Londres. Cidade turística em baixa temporada é uma beleza. Há que se aproveitar antes que a alta temporada chegue.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Aos Mestres, com carinho!


Ser Professor é uma coisa meio ambivalente. Se você entrar na sala dos professores, como fiz por mais de treze anos, pensará que está em Jerusalém, no muro das lamentações. É gente reclamando de alunos que não leram, erros na folha de pagamento, excesso de trabalho não (ou mal) remunerado, problemas institucionais, falta de tempo, falta de sono e por aí vai. Por essas razões, sempre evitei passar tempo demais na sala dos Professores, preferindo conversar com meus colegas na cantina ou em botequins. Aí ficava pensando no que fazia cada um deles continuar na profissão, tais os incômodos que ela provoca. A resposta é sempre muito particular. Para uns é ter um palco para ser admirado, para outros é ter o poder sobre a aprovação / reprovação dos alunos, outros ainda ocupam o lugar em sala porque no Brasil a forma mais viável de se fazer pesquisa é estar atrelado a uma Universidade. Desconfio, porém, que reclamar é uma das grandes fontes de prazer do ser humano, então até isso pode ser razão para persistir em um trabalho pródigo em motivos para reclamação. No meu caso, dar aulas foi uma forma de continuar a aprender, fazer novas amizades e discutir minhas idéias com outras pessoas. Porém, nunca me identifiquei com a Academia em um sentido convencional, cheia de regrinhas e fomentando uma mediocridade segura. No entanto, também não me identifico com o espírito aventureiro e por vezes picareta de muitos dos que não têm lastro acadêmico. Embora o sentimento de ser um peixe fora d´água não seja novo para mim, chega uma hora que a luta para sobreviver na Universidade sem cair no "Lattismo" (doença que faz você só pensar em publicar e aumentar a pontuação no Lattes) é muito desgastante. Por todas as dificuldades apontadas, felicito aos que bravamente resistem, desejando a todos um feliz dia do Professor!

domingo, 11 de outubro de 2009

Diversidade


A vida contemporânea é marcada por movimentos contrários de homogeneização e diversificação de comportamentos. Por um lado, o processo globalizante faz com que os aeroportos do mundo inteiro passem a ser do mesmo jeito, até com os mesmos odores, como apontou Domenico de Masi em sua entrevista para o Roda Viva. Por outro, as facilidades proporcionadas pela internet abrem o acesso à diversidade cultural e permitem que você conheça danças típicas da Indonésia, a culinária polonesa e a religião dos aborígenes australianos. Porém, um campo em que a diversificação vem superando a homogeneização nadando de braçada é a sexualidade humana. Não que seja recente o ser humano ter relações com melancias, ovelhas, crianças ou parentes, mas tudo isso era visto como condenável, tanto do ponto de vista das normas sociais quanto das tradições religiosas e morais. Hoje em dia, devido aos movimentos reivindicatórios, houve um redimensionamento do que é aceitável e do que não o é. Porém, essa discussão ainda vai dar pano pra manga. A ciência tenta acompanhar as mudanças sociais, mas com o ritmo acelerado com que elas se processam, ficamos todos meio atrapalhados diante das novidades.

Vamos a alguns conceitos científicos atuais:

- Sexo do indivíduo: conforme seus genes, presença de ovários ou testículos e genitália externa original de fábrica, o indivíduo pode ser macho, fêmea ou ter uma condição inter-sexual (ser hermafrodita).

- Orientação sexual: conforme o(s) sexo(s) pelo(s) qual(is) o indivíduo sente atração / desejo, ele pode ser heterossexual (sexo oposto), homossexual (mesmo sexo), bissexual (os dois sexos), assexual (nenhum sexo).

- Gênero: conforme os papéis (tipos de comportamento socialmente definidos) com os quais o indivíduo se identifica mais, pode ser predominantemente feminino ou masculino.

- Identidade de gênero: como o indivíduo se reconhece (sou homem, sou mulher, etc.)

Na primeira metade do século XX, supunha-se que a pessoa deveria assumir a identidade de gênero em conformidade com o seu sexo, bem como a orientação sexual heterossexual. Em outras palavras, homem teria que ser homem e gostar de mulher e a recíproca deveria ser verdadeira. O resto era considerado patologia e/ou pouca-vergonha. Porém, na segunda metade do referido século, várias batalhas foram lançadas contra o preconceito e a discriminação em suas variadas formas, o que permitiu avanços rumo a uma sociedade mais igualitária, porém teve como efeito colateral a praga do politicamente correto. Com isso, devido às pressões políticas do movimento GLS (gays, lésbicas e simpatizantes), a homossexualidade saiu do rol das patologias. Hoje em dia, várias formas alternativas de buscar prazer sexual ou de se colocar no mundo pegaram carona no movimento GLS, que virou GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transexuais), depois ganhou mais um T (transgêneros) e agora abriu pra toda a galerinha (ou quase toda), virando movimento da diversidade sexual. Com isso, a tendência futura é a maior parte das hoje chamadas Parafilias deixarem de ser consideradas patológicas, dependendo da força do lobby da Diversidade e da contrapartida dos movimentos conservadores. A última novidade em termos de diversidade que encontrei foi o cara que tem uma "mangina" (em tradução livre, uma machoxota). Para saber mais sobre ele, sugiro que visitem o post da Lu Bom clicando aqui.

Porém, que vai virar tudo uma Babel, pelo menos no início, disso eu tenho forte convicção. Hoje em dia já encontramos mulheres tomando hormônios para parecerem homens, porém mantendo a vagina e se relacionando com... homens! Encontramos também pessoas do mundo inteiro se encontrando em parques para fazerem sexo em público para serem observadas, congressos de pessoas com fetiche por látex, adeptos do infantilismo que criam um quarto de bebê gigante, são amamentados e têm suas fraldas trocadas... e a coisa vai longe. Eu acho que, protegendo-se as crianças e os animais, é cada um no seu quadrado. Mas que fica estranho para um cara como eu, procurando o velho e tradicional sexo heterossexual, conhecer uma mulher e descobrir que ela já foi homem anteriormente, mas que na verdade gosta de bonecas infláveis, ou ainda que sempre foi mulher, mas sente atração por cafeteiras elétricas, ah, isso fica.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Pensando em Deus


Tem coisas que a gente só vai saber quando morrer, isso se sobrar algo parecido com um "eu" pra se dar conta. A existência de um ser superior é uma delas. Caso exista, poderá consistir em um ser pessoal ou impessoal, em um ou muitos, feminino, masculino, andrógino, assexuado, jovem, velho ou além destas divisões. Várias religiões já disseram com imperiosa certeza as coisas mais variadas a respeito deste ser e o livro "Guia do outro mundo", de Ornella Volta, dá uma visão bem panorâmica das várias concepções sobre o além.

Eu não sou muito inclinado às hipóteses que explicam o universo pelo simples acaso. Considero a teoria das probabilidades apenas um meio mais seguro de lidar com a nossa ignorância da totalidade dos cenários que lidamos. O próprio fato de haver regularidades e inteligibilidade no universo já me soa como uma pista de que há inteligência embutida no cosmo. Agora, daí a se pensar que o Ser Supremo do Universo tem a mentalidade de um patriarca ciumento, inseguro e misógino de um povo do deserto, que está realmente preocupado se um macaco pelado come carne de porco, usa preservativo ou reza antes de dormir, acho meio forçado.

Se o bispo de Olinda me excomungar, até nem me preocupo. O problema é alguém me explodir por expressar essa opinião.

sábado, 3 de outubro de 2009

Sorria, você está sendo selecionado!


Muita gente se espanta com o que é feito nas dinâmicas de grupo para seleção de pessoal. Em todos estes anos que estou envolvido com Psicologia - já mais de vinte e um - , vasculhei bibliotecas reais e virtuais em busca de material decente sobre o assunto, mas ainda é escasso. Existem várias teorias sobre processos grupais, com bons textos sobre estes aspectos teóricos. Porém, a parte prática de como desenvolver dinâmicas que permitam analisar o comportamento das pessoas em situações de estresse e/ou interação grupal ainda é pobre. Além disso, nem todos que trabalham no RH das empresas têm uma formação sólida na área do comportamento humano, o que por vezes resulta em chefias à moda de "O Aprendiz" selecionando candidatos por critérios subjetivos e arbitrários. Assim sendo, por vezes a "criatividade" é tanta que os candidatos assistem estupefatos ou participam um tanto constrangidos de situações surreais como a que se segue:

Doze moças aguardam ansiosas em uma sala, sentadas em almofadas no chão. Algumas permanecem caladas, outras conversam sobre amenidades na tentativa de relaxar um pouco. Entra na sala virando cambalhotas um sujeito de terno azul marinho, nariz de palhaço e crocs. Duas candidatas caem na gargalhada.
- Bom dia, senhoras e senhoritas! Eu sou o Dr. Palhares, do RH. A moça de vestidinho vermelho e a magrinha ali do canto (apontando para as que riram) estão eliminadas.
Elas arregalam os olhos, esperando que ele diga que era brincadeira. Não foi. As demais se entreolham em silêncio, assustadas.
- As senhoritas formem agora dois grupos. As cinco da direita são o grupo das capivaras, as cinco da esquerda são o grupo das ariranhas. As capitãs serão as eleitas por cada grupo como as mais malvestidas. Vamos iniciar pelo grupo das capivaras: anotem seus nomes nestes crachás, depois cada uma apresenta seu voto e justificativa.
Elas anotam os nomes e olham para o Dr. Palhares, esperando novas instruções.
- Podemos começar pela Solange. Em quem você vota e por quê?
- Bom, eu voto na Rafaela, porque calça saruel não fica bem em ninguém, ainda mais nessa cor...
- O quê?! Pode não ficar bem em uma gordinha como você, mas em mim...
- Rafaela, não há direito a réplica. Seu voto e justificativa - atalhou o Dr. Palhares.
- Eu voto na gordinha com os peitos fugindo pelo decote.
- Gordinha é a sua mãe! Pelo menos eu tenho peitos...
- Rafaela, a gordinha tem nome, vamos tratar as colegas com respeito. Solange, já disse que não há direito a réplicas. As duas estão eliminadas. Matilde você passa das ariranhas para as capivaras. Seu voto e justificativa.
- Eu não sei, eu acho que todas estão bem vestidas e...
- Voto e justificativa, Matilde!
- Olha, gente, eu não tenho nada contra ninguém, mas... ai, isso é tão difícil! A Maristela, que está com o terninho bege. Fica muito sem vida e engorda. Não que eu ache ela gorda, viu, gente?
- Maristela, voto e justificativa.
- Eu escolho a Matilde, com esse vestidinho que parece uma floricultura e esses sapatos de liquidação.
- Você, Luciana?
- Bom, eu voto na Juliana, que está com um traje muito informal para uma seleção. Está bonito, mas não serve para a ocasião.
- Juliana?
- Eu voto em mim mesma, pois sei aceitar críticas construtivas e gosto de liderar!
- Então está decidido, com dois votos a Juliana é a capitã das capivaras. Vamos às ariranhas.
- Dr. Palhares, nós já temos uma líder, se o senhor não se opuser.
- Sinergia! Espírito de equipe! Gestão participativa! Liderança! - Palhares quase entrava em êxtase - Muito bem! Quem é a líder?
- Denise.
- Muito bem, Denise e Juliana, a tarefa das equipes é a seguinte: vocês irão formar uma fila, retirar as uvas Itália destas bacias com os dentes e, sem usar as mãos, passá-las de boca em boca até depositarem naqueles pratos. Cada bago de uva deve passar pela boca de todas as integrantes da equipe antes de ser depositado.
- Eu não vou fazer isso! É um absurdo!
- Eu também me recuso!
- Estão eliminadas. Temos seis candidatas agora. Vamos à prova. A equipe que colocar mais bagos de uva no prato vence e a líder da outra deverá apresentar uma justificativa para a derrota.
As ariranhas perdem e Denise é chamada a sentar na "cadeira da derrota" para se justificar. Ao sentar, a almofada emite um ruído: "pfrrrrrrrtt"
- Ela peidou! A Denise peidou! - começou a berrar o Dr. Palhares - Peidona! Peidona! Peidona!!!
Denise vira as costas e sai da sala, restando apenas cinco candidatas.
- Muito bem, vamos à segunda etapa. As candidatas vão pegar aventais e espanadores naquela caixa, depois vão espanar móveis imaginários dançando a coreografia da "dança do passarinho".
Dr. Palhares coloca um CD e tem início a atividade: "Passarinho quer dançar, o rabicho balançar, porque acaba de nascer! Tchu-tchu-tchu-tchu!"
- Matilde, você não incorporou o espírito da tarefa. Suas espanadas estavam sem ânimo, não parecia um passarinho que acabou de nascer. Você está eliminada. Juliana, Maristela, Eduarda e Bianca, respondam à pergunta: se você fosse um picolé, de que sabor você seria? Por quê?
- Limão. Porque... Porque... ai, sei lá, porque eu gosto de picolé de limão
- Uva. Eu acho que é um sabor que todo mundo gosta, né? Eu acho importante que gostem de mim.
- Chocolate. Porque eu sou perfeccionista e dou tudo de mim pela empresa.
- Maracujá. Porque eu sempre cumpro minhas metas, com qualidade e determinação.
- Maristela, você foi eliminada. Chocolate e perfeccionismo?! A quem você quer enganar? Agora vocês três, falem seus maiores defeitos, imitando o Sílvio Santos.
- Maaaa oeeee! Eu tenho como defeito me dedicar demais ao trabalho e esquecer dos amigos, Lombardi!
- Eu tenho como principal defeito ser muito ambiciosa. Quem quer dinheiiiiiroooo? Eu quero!
- Maaa oeeee! Meu maior defeito é ser leal demais à empresa. A pipa do vovô não sobe mais! A pipa do vovô não sobe mais!
- Temos aqui um empate. Vamos desempatar com luta no gel.
- Nem pensar, meu cabelo...
- Está eliminada, Eduarda. Pois bem, temos aqui duas finalistas: Juliana e Bianca. Vistam aqueles biquinis e vamos ao tanque com gel. A que conseguir sair do tanque com a bola de borracha será a vencedora. Não é permitido puxar os cabelos, furar olhos, arranhar, morder ou dar cabeçadas.
A luta segue, ambas se engalfinhando desesperadamente, até que se passam os cinco minutos.
- Após cinco minutos, não temos uma vencedora. Vamos para a questão de desempate: Se você estivesse em um navio e tivesse um cachorrinho chamado Nabunda...

 
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