sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Pensando em Deus


Tem coisas que a gente só vai saber quando morrer, isso se sobrar algo parecido com um "eu" pra se dar conta. A existência de um ser superior é uma delas. Caso exista, poderá consistir em um ser pessoal ou impessoal, em um ou muitos, feminino, masculino, andrógino, assexuado, jovem, velho ou além destas divisões. Várias religiões já disseram com imperiosa certeza as coisas mais variadas a respeito deste ser e o livro "Guia do outro mundo", de Ornella Volta, dá uma visão bem panorâmica das várias concepções sobre o além.

Eu não sou muito inclinado às hipóteses que explicam o universo pelo simples acaso. Considero a teoria das probabilidades apenas um meio mais seguro de lidar com a nossa ignorância da totalidade dos cenários que lidamos. O próprio fato de haver regularidades e inteligibilidade no universo já me soa como uma pista de que há inteligência embutida no cosmo. Agora, daí a se pensar que o Ser Supremo do Universo tem a mentalidade de um patriarca ciumento, inseguro e misógino de um povo do deserto, que está realmente preocupado se um macaco pelado come carne de porco, usa preservativo ou reza antes de dormir, acho meio forçado.

Se o bispo de Olinda me excomungar, até nem me preocupo. O problema é alguém me explodir por expressar essa opinião.

 
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