terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Leituras e mais leituras


Comecei as leituras de 2010 pelo livro Belas Maldições, de Terry Pratchett e Neil Gaiman. Uma leitura muito divertida, para quem gosta de humor britânico, no estilo Douglas Adams, Tom Sharpe e companhia. Basicamente a história satiriza o apocalipse, as teorias de conspiração, o pessoal New Age e quem estiver pela frente, com o seguinte enredo: um anjo (Aziraphale) e um demônio (Crowley) tentam impedir os acontecimentos do Apocalipse, pois estão apegados à vida na Terra. Há pouco tempo para fazê-lo e a forma mais segura de se orientarem é um livro de profecias da bruxa Agnes Nutter, que nunca fez sucesso porque as profecias eram claras e davam certo, ao contrário das de seus concorrentes.

Em seguida, aproveitando o ímpeto conspiratório de Dan Brown, parti para a leitura de El mundo secreto del Opus Dei, do jesuíta Michael Walsh. São apresentados aspectos polêmicos da organização, sem no entanto cair no sensacionalismo. Inicia-se com a biografia do Monsenhor Escrivá, fundador da Opus Dei, seguindo pela estrutura, normas e aspectos econômico-financeiros da instituição. Embora não apareçam monges albinos tentando matar gnósticos e professores de simbologia, há questões ineressantes sobre a simpatia do atual papa a essa organização ultraconservadora, bem como a respeito do aspecto de "culto" (seita) do qual se reveste, porém com apoio institucional inexplicável (?) do Vaticano.

A mais recente leitura foi o livro Dragão Vermelho, de Thomas Harris, primeira aparição do Dr. Hannibal Lecter. Faz tempo que assisti ao filme, mas nesse caso pareceu-me que a película foi fiel ao original. O livro é agradável, mas quem tiver pouco tempo livre, melhor assistir ao filme. A parte divertida foi que li em e-book, traduzido para o português de Portugal, constatando mais uma vez que estamos separados pelo idioma e não será eliminando o trema que isso se resolverá.

3 comentários:

Drama disse...

Ainda pretendo ler Belas Maldições, confesso que mais por causa do Neil Gaiman do que pelo enredo. Rs

Li O Símbolo Perdido tem umas duas semanas e nossa, estou totalmente sem saco pra conspirações. O livro não me cativou. E olha que não nutro nenhum preconceito contra o Dan Brown.

Quanto ao português de Portugal, concordo contigo, sou leitora assídua de e-books e hora ou outra eu preciso pesquisar o significado de alguma palavra.

Beijo!

Paulo César Nascimento disse...

Drama: o livro tem mais a cara do Terry Pratcher do que do Neil Gaiman. O humor predomina sobre aquele clima gótico. Por falar em e-books, o brinquedo novo chegou e estou fazendo a festa. Bjs

Allan disse...

Li e gostei, mas se for pra recomendar, recomendo " Os filhos de Anansi" , do Gaiman.
Vá lá que também não é um Gaiman muito gótico que trafega por ali. Mas por isso até é interessante. - Tenho um fascínio por lendas meio esquecidas de culturas exóticas, ou vice-versa -, e o enredo trafega por ali.

 
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