terça-feira, 27 de abril de 2010

Prisioneiro da bobagem III

Estava vendo o programa Kitchen Nightmares, no qual o chef  Gordon Ramsey tenta salvar restaurantes da falência, quando ele detecta a fragilidade do estabelecimento: o chef  Pinto, que é lento, tem pouca iniciativa e atrasa os pedidos. No fim, é demitido. Moral da história: Pinto mole acaba sempre ficando de fora.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

haicai 4

Os pingos da chuva
silêncio nas minhas teclas
a mente vazia

domingo, 18 de abril de 2010

Ao mestre, com dinheiro

Quando li "A erva do Diabo", de Carlos Castañeda, fiquei muito empolgado  com a relação mestre-discípulo na feitiçaria Tolteca. Eu tinha mais ou menos uns vinte anos e andava bem empolgado pelo mundo da espiritualidade. Li também "Viagem a Ixtlán" e "Uma estranha realidade" e achei os livros bem interessantes, embora ali o lado ficcional já fosse mais evidente e a parte antropológica já se insinuasse como suspeita. Estes livros foram best sellers e o tal do Castañeda resolveu se manter oculto em uma aura de mistério. Dali pra frente, perdeu o ponto nos livros, descaracterizou as personagens e criou uma cosmologia um tanto suspeita, dando a entender que nada daquilo era ficção - o que era cada vez mais falso. Os livros continuaram a vender e, próximo à sua morte - dizem as más línguas - teria pagado para um mestre chinês de Chi Kung para usar seus exercícios como passes mágicos de indígenas mexicanos, inventando uma tal de Tensegridade (tensegrity). Os discípulos esperavam que ele não tivesse uma morte de gente comum, mas saísse da vida com este corpo (ou seja, levasse de brinde o corpo físico para uma outra dimensão). As más línguas novamente deram a entender que ele morreu de câncer, como muitos de nós reles mortais iremos. Fiquei triste, porque as personagens Don Juan e Don Genaro eram tão interessantes que dava vontade de que fossem reais. Não cheguei a ser leitor de Lobsang Rampa, que também deu a entender que suas viagens pelo Tibete não eram apenas fruto da imaginação. Porém, um cara com quem me decepcionei recentemente foi o único mestre taoísta que eu vi falar claramente, em vez de manter o linguajar hermético, codificado, criptografado, dos alquimistas chineses. O primeiro livro de Mantak Chia foi genial, abriu perspectivas muito interessantes para minha prática de meditação. Só que o cara abriu um centro, montou cursos, começou a vender muitos livros e aí a coisa complicou. Ontem eu estava lendo sobre umas práticas dele e fiquei pasmo. Parte dos exercícios de meditação envolviam contrair seletivamente pedacinhos da borda do ânus. Sim, é isso mesmo. Pisque só a margem esquerda do furico para energizar os órgãos do baço, estômago, etc... (sei que você acabou de tentar, só pra ver se era possível, mas todos que leram também tentaram, pode crer). É por isso que eu penso que dinheiro é coisa do capeta.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Respostas tardias para buscas perdidas - II

Como já disse em outra postagem, tem gente que chega a este blog em busca de respostas aos mais intrigantes mistérios do universo e, para grande decepção, volta de mãos abanando. Como na vida as respostas normalmente chegam depois que a pergunta deixou de ter importância, no Soco no Figo as coisas não poderiam ser diferentes. Por esta razão, aí vem uma nova rodada de Respostas Tardias para Buscas Perdidas.

Uma pessoa que sabe artes marciais é capaz de vencer uma onça?
Depende. Se for na categoria kata (performance em movimentos coreografados), eu acredito que consiga. Se for kumite (combate corpo a corpo), aposto na onça.

Como matar uma onça?
Primeiramente, telefone para o Ministério Público e pergunte se não é crime ecológico. Caso resolva prosseguir nessa intenção malévola, anti-ecológica e politicamente incorreta, olhe bem em volta e veja se não há nenhum amigo da onça por perto. Espere até chegar a hora da onça beber água, e, em hipótese alguma, cutuque a onça com vara curta. Saque uma garrucha que não seja do tempo do Onça e faça mais uns quinze trocadilhos desse tipo, que a própria onça se mata para dar fim ao sofrimento.

Alco faz mal para o figo?
A Alco (American Locomotive Company) já fabricou muitas locomotivas, algumas das quais circularam no Brasil. Se a empresa já fez mal ao figo, amassando-o durante o transporte nos vagões, certamente já não o faz mais, graças ao lobby da indústria automobilística.

Baixinho indiano ninja
Sorrateiramente, está se esgueirando pela sua janela, prestes a lhe vender incenso.

Bebida de vodka com gosto de você
Como assim?! Então foi por isso que aquela russa ficou me lambendo?!

Gente gorda fica bem de calça saruel?
Há duas correntes que discutem esta temática: a primeira delas, que domina a moda contemporânea, acha que nada fica bem em gente gorda; a segunda corrente defende que calça saruel não fica bem em ninguém. Melhor não usar.

Os caras de pau livre
Essa aí eu não sei responder direito, pois não entendi se é alguém indignado com os caras-de-pau que estão livres da prisão ou algum aficcionado procurando caras com o pau livre... Pergunte aos universitários.

Ditado de lerdo
Vo-               vó                    viu                 a               u-                      va.

Se eu fosse um coelhinho de chocolate?
Aí alguém lhe comeria.

domingo, 11 de abril de 2010

Cerimônia do Chá

Tive a honra de participar de uma acolhedora Cerimônia do Chá no espaço Wulin, a convite de minha amiga Teresa Adada Sell, com quem tive o privilégio de estudar muitos aspectos bonitos da cultura  do extremo oriente nos meus tempos de professor de Kung Fu Shaolin. Tive  também o prazer de conhecer pessoas legais, como a Marilene, a Lica e o Enzo, também envolvidos com cultura oriental. Deixo os links do Espaço Wulin, para quem quiser conhecer mais sobre Tai chi Ch´uan (Taiji Quan), Chi Kung (Qi Gong) e Chado, e o da ceramista Lica Takahashi, para que conheçam seu trabalho.

 Teresa, Lica e Marilene.
Enzo, Teresa e Marilene


quarta-feira, 7 de abril de 2010

Sonhos de uma noite de outono

Sonhei que o presidente Lula, por engano, me dizia uns desaforos. 
Acho que meu inconsciente é assinante da Veja.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Personagens inesquecíveis: Hugh Grant

Podem dizer o que quiserem de Hugh Grant como ator, menos que ele não sabe interpretar o papel de Hugh Grant. Aquele jeito desajeitado, contido e perplexo, aquele modo britânico de permanecer impassível e levemente constrangido, aquela mescla de emoções que se unem para se anular, gerando um ar levemente apalermado de quem perdeu o momento de dizer a coisa certa... Se houvesse um Oscar de melhor Hugh Grant, ele levaria todos os anos de barbada. A primeira vez que vi Hugh Grant interpretar Hugh Grant foi em "Quatro casamentos e um funeral" (1994), no qual ele faz um Hugh Grant solteirão. Em "Lua de Fel" (1994) ele está impagável no papel de Hugh Grant em um casamento tedioso, louco para traçar a mulher sexy e doentia de um cadeirante interpretado por Peter Coyote.  Descobri, porém, que ele já vinha fazendo outros papéis há anos, sem no entanto brilhar para o grande público. Em "Um lugar chamado Nothing Hill" (1999), está fabuloso no papel de um Hugh Grant livreiro que se envolve com uma atriz famosa vivida por Julia Roberts. No clássico da chicklit "O diário de Briget Jones" (2001), interpreta um Hugh Grant metido a canalha, tentando mostrar outras nuances desta complexa personagem. Porém, para resgatar o lado bom moço de Hugh Grant, ele se reabilita em "Um grande garoto" (2002), no qual faz um Hugh Grant comedor de mães solteiras e descasadas que se converte ao "bom-mocismo" após fazer amizade com um adolescente puro e devotado à mamãe. Em "Simplesmente amor" (2003), interpreta um Hugh Grant primeiro ministro que se envolve com uma funcionária, sem o lado Bill Clinton da coisa, que seria bem pouco Hugh Grant, diga-se de passagem. Foram muitos os Hugh Grants por ele interpretados, todos com perfeição. Só duas vezes o vi fazer outros papéis: o de um apresentador de TV mau caráter em "Tudo pela fama" (2006) e o de bobo, em 1995, quando traiu a estonteante Liz Hurley com uma prostituta de 60 dólares, Divine Brown.

 
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