domingo, 18 de abril de 2010

Ao mestre, com dinheiro

Quando li "A erva do Diabo", de Carlos Castañeda, fiquei muito empolgado  com a relação mestre-discípulo na feitiçaria Tolteca. Eu tinha mais ou menos uns vinte anos e andava bem empolgado pelo mundo da espiritualidade. Li também "Viagem a Ixtlán" e "Uma estranha realidade" e achei os livros bem interessantes, embora ali o lado ficcional já fosse mais evidente e a parte antropológica já se insinuasse como suspeita. Estes livros foram best sellers e o tal do Castañeda resolveu se manter oculto em uma aura de mistério. Dali pra frente, perdeu o ponto nos livros, descaracterizou as personagens e criou uma cosmologia um tanto suspeita, dando a entender que nada daquilo era ficção - o que era cada vez mais falso. Os livros continuaram a vender e, próximo à sua morte - dizem as más línguas - teria pagado para um mestre chinês de Chi Kung para usar seus exercícios como passes mágicos de indígenas mexicanos, inventando uma tal de Tensegridade (tensegrity). Os discípulos esperavam que ele não tivesse uma morte de gente comum, mas saísse da vida com este corpo (ou seja, levasse de brinde o corpo físico para uma outra dimensão). As más línguas novamente deram a entender que ele morreu de câncer, como muitos de nós reles mortais iremos. Fiquei triste, porque as personagens Don Juan e Don Genaro eram tão interessantes que dava vontade de que fossem reais. Não cheguei a ser leitor de Lobsang Rampa, que também deu a entender que suas viagens pelo Tibete não eram apenas fruto da imaginação. Porém, um cara com quem me decepcionei recentemente foi o único mestre taoísta que eu vi falar claramente, em vez de manter o linguajar hermético, codificado, criptografado, dos alquimistas chineses. O primeiro livro de Mantak Chia foi genial, abriu perspectivas muito interessantes para minha prática de meditação. Só que o cara abriu um centro, montou cursos, começou a vender muitos livros e aí a coisa complicou. Ontem eu estava lendo sobre umas práticas dele e fiquei pasmo. Parte dos exercícios de meditação envolviam contrair seletivamente pedacinhos da borda do ânus. Sim, é isso mesmo. Pisque só a margem esquerda do furico para energizar os órgãos do baço, estômago, etc... (sei que você acabou de tentar, só pra ver se era possível, mas todos que leram também tentaram, pode crer). É por isso que eu penso que dinheiro é coisa do capeta.

6 comentários:

Andrea de Godoy Neto disse...

Depois desse final, acho que é sem comentários...rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrss

Tati Pastorello disse...

kkkkkk
Eu ía comentar sobre Lobsang Rampa e minha decepção quando descobri que era um pseudônimo, mas como disse a Andrea, fica difícil comentar depois deste final. E não é que estejamos concentradas tentando executar o exercício... kkk
Você é sempre uma figura!
Beijos.

Paulo César Nascimento disse...

Andrea e Tati: se conseguirem, não deixem de avisar. rs Bjs

Alline disse...

Aqui não essa de seletividade. Ou é c... todo contraído ou nada.
huahauhauhauuaaa

Beijos

Paulo César Nascimento disse...

Alline: eu não cheguei a perguntar ao meu tio proctologista, mas se eu me lembro bem das aulas de anatomia, o esfíncter não permite essas semi-piscadas. Ou tudo pisca, ou nada feito... Bjs

Chantinon disse...

Hahahaha!
Juro que não tentei fazer o teste. Não sabia que dava para meditar pelo fiofó :D
O mundo tá virando uma mer*a literalmente!

 
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