sexta-feira, 2 de abril de 2010

Personagens inesquecíveis: Hugh Grant

Podem dizer o que quiserem de Hugh Grant como ator, menos que ele não sabe interpretar o papel de Hugh Grant. Aquele jeito desajeitado, contido e perplexo, aquele modo britânico de permanecer impassível e levemente constrangido, aquela mescla de emoções que se unem para se anular, gerando um ar levemente apalermado de quem perdeu o momento de dizer a coisa certa... Se houvesse um Oscar de melhor Hugh Grant, ele levaria todos os anos de barbada. A primeira vez que vi Hugh Grant interpretar Hugh Grant foi em "Quatro casamentos e um funeral" (1994), no qual ele faz um Hugh Grant solteirão. Em "Lua de Fel" (1994) ele está impagável no papel de Hugh Grant em um casamento tedioso, louco para traçar a mulher sexy e doentia de um cadeirante interpretado por Peter Coyote.  Descobri, porém, que ele já vinha fazendo outros papéis há anos, sem no entanto brilhar para o grande público. Em "Um lugar chamado Nothing Hill" (1999), está fabuloso no papel de um Hugh Grant livreiro que se envolve com uma atriz famosa vivida por Julia Roberts. No clássico da chicklit "O diário de Briget Jones" (2001), interpreta um Hugh Grant metido a canalha, tentando mostrar outras nuances desta complexa personagem. Porém, para resgatar o lado bom moço de Hugh Grant, ele se reabilita em "Um grande garoto" (2002), no qual faz um Hugh Grant comedor de mães solteiras e descasadas que se converte ao "bom-mocismo" após fazer amizade com um adolescente puro e devotado à mamãe. Em "Simplesmente amor" (2003), interpreta um Hugh Grant primeiro ministro que se envolve com uma funcionária, sem o lado Bill Clinton da coisa, que seria bem pouco Hugh Grant, diga-se de passagem. Foram muitos os Hugh Grants por ele interpretados, todos com perfeição. Só duas vezes o vi fazer outros papéis: o de um apresentador de TV mau caráter em "Tudo pela fama" (2006) e o de bobo, em 1995, quando traiu a estonteante Liz Hurley com uma prostituta de 60 dólares, Divine Brown.

5 comentários:

Tati Pastorello disse...

Adorei, só fiquei pensando que, quando ele fez papel de bobo ao lado de Divine Brown ele apareceu "com o ar apalermado de quem perdeu o momento de dizer a coisa certa", então, de certa forma, sua maneira de interpretar Hugh Grant não foi assim tão comprometida, ele só disfarçou na atuaçao. Como um bom dançarino quando interpreta um personagem com dois pés esquerdos, ou mesmo um bom ator interpretando papel de mal ator... fez sentido?
Beijos.

Paulo César Nascimento disse...

Tati: fez muito sentido. :-) Bjs

milu leite disse...

sou fã dele, seu malvado. bjo

FlaM disse...

mto bom! Faltou dizer que ele é LIIINDO!
estranhei "sem o lado Bill Clinton da coisa, que seria bem pouco Hugh Grant". Afinal Divine Brown, no papel de Monica Lewinsky, põe Grant no papel de Clinton, se 'e que vc me emntende...

Paulo César Nascimento disse...

Milu: como não poderia ser? Ele é o melhor Hugh Grant do mundo! Bjs

Flávia: uma coisa é o Hugh Grant, outra é o Hugh Grant, se é que você me entende... :P

 
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