quinta-feira, 20 de maio de 2010

Enigmas, mistérios e charadas

Durante este final de semana, enquanto um "amigo do alheio" furtava o som do meu carro, eu me entretinha lendo "O enigma do Quatro" (The rule of four), um livro dentro da tradição inaugurada por Umberto Eco, suponho, que reúne romance policial com erudição sobre simbolismo e história. Eco, com bom humor e uma pitada de sarcasmo,  disse que Dan Brown é uma personagem inventada por ele próprio em "O Pêndulo de Foucault", que inaugurou a ficção baseada em teorias conspiratórias místico-religiosas. O enigma do Quatro gira em torno do mistério da obra Hypnerotomachia Poliphili, um livro pra lá de enigmático escrito em vários idiomas ao mesmo tempo, misturando hieroglifos com criptogramas, bem ao gosto dos autores renascentistas. Achei o livro bem feitinho. Conseguiu prender minha atenção e não caiu na tentação de fazer acreditar que há mais do que ficção ali, como prefere o Dan Brown. É bem humano ser um pouquinho paranóico, então, quanto mais mirabolante a conspiração, maior o número de simpatizantes do livro. Não que conspirações não existam, mas normalmente elas são mais prosaicas e giram em torno do dinheiro e não de segredos sobre aspectos sobrenaturais do universo. Hoje em dia eu desconfio que Jung se perdeu no labirinto deixado intencionalmente pelos alquimistas, seguindo pistas falsas que deixaram em seus escritos. Aqueles velhotes, principalmente os que não ficaram doidos em função do envenenamento por metais, realmente sabiam como esconder as coisas.

2 comentários:

Violene disse...

Li "O Pêndulo de Foucault", fiquei com a sensação "quero mais"... Li "O Código Da Vinci" e fiquei com a sensação "déjà vu"... Uma opinião bem leiga... sei lá... esse Dan Brown não me convence!

Paulo César Nascimento disse...

Oi, Violene. Ele escreveu um livro que prende... e depois fez uma série de clones. Também não me convence, mas creio que já convenceu gente em quantidade suficiente pra não precisar labutar, coisa que invejo. Bjs

 
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