terça-feira, 11 de maio de 2010

Um time sem surpresas

A convocação do Dunga, como ele mesmo havia prometido, não surpreendeu de fato. Mesmo com nomes menos cotados, como o de Grafite, preservou a filosofia que Dunga sempre defendeu, como jogador e técnico: determinação e aplicação tática, em detrimento da criatividade. Como nas demais competições das quais o Brasil participou, tem muita chance de triunfar, mesmo sem apresentar um futebol agradável de se ver. A tendência é termos uma defesa compacta e jogos embolados no meio de campo, com a maior parte dos gols brasileiros surgindo de bolas paradas ou contra-ataques. Quem marcar a saída de bola no nosso campo levará muita chance de vencer, pois esse time terá dificuldade em sair jogando e em reverter placares adversos. Quem partir para cima com tudo, em busca da vitória sobre o Brasil, perderá inapelavelmente. Talvez Kleberson ou Ramires consigam evitar aquele futebol burocrático que o acúmulo de volantes produziu na Copa América, talvez Michel Bastos ou Daniel Alves jogando pela meia ao lado de Kaká ajudem a melhorar a ligação com o ataque. Porém, o mais provável é que Luís Fabiano, Robinho ou Nilmar sofram algumas faltas perto da área, Elano cobre e os nossos zagueiros artilheiros façam de cabeça. Uma copa para muito sofrimento, como foram as de 90 (com derrota), 94 (com vitórias minguadas, empates e pênaltis) e 98 (com mistérios). Da escalação, apenas uma ressalva: volantes em demasia. Todos os convocados poderiam estar lá... mas precisava ser ao mesmo tempo? Trocando um deles por um meia de criação, como o Ganso ou o Ronaldinho, teríamos um banco com maiores possibilidades de variação tática. Do jeito que está, podemos repor jogadores afastados por contusão, mas dificilmente modificar o estilo de jogo quando necessário. Dunga é teimoso, a imprensa é volúvel. Não conheci técnico de seleção que não teimasse, porém este é um mal necessário. Se deixar ao gosto do torcedor, fica como a fábula do velho, o menino e o burro: sempre se está errando, não importa o que se faça. Então, como diz o Dunga, sejamos patriotas e torçamos para essa seleção alemã que ele dirige.

4 comentários:

Alline disse...

Bom, eu até posso assistir. Se ganhar, beleza. Se perder, a vida continua. E ainda tem eleição! =P

Beeeeeeeijo!

Dai disse...

Assim, não me mata não, mas to torcendo pro Brasil sair logo dessa e o mundo voltar cabisbaixamente ao normal.
Afinal, pra que atração melhor do que em outubro termos as carinhas assustadoras de dilminha e zéserra.

Beejo.

FlaM disse...

Pô, Paulinho, vê se isso não é "sincronicidade"? Olha o que eu escrevi no facebook p uma amiga hj de manhã sobre a escalação do dunga (vou só recortar e colar aqui):

hahaahah. Craque: nem pensar!
Pô nao entendo nada do assunto, mas acho que o cara tava naquela posição da mãe que teria perguntado pro freud o que fazer para nnao errar na educação dos filhos e ele teria respondido: Não importa o que vc fizer, vai estar fazendo errado!...

Paulinho, não importa a fábula, vai estar errado... a não ser que o placar diga o contrário! bj

Paulo César Nascimento disse...

Alline e Dai: eleição de presidente é algo que não deveria ocorrer em ano de copa. Bjs

Flávia: é o Jung me perseguindo, buscando a reconciliação... rs
Bjão

 
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