domingo, 19 de setembro de 2010

Da pasteurização dos candidatos


Depois de os marqueteiros (que detestam essa denominação) terem dominado o cenário eleitoral, as campanhas políticas ficaram de um jeito que você nunca sabe que bolo está por baixo daquela cobertura de gestos calculados, falas preparadas, penteados e maquiagens. O discurso de todos é ridiculamente parecido: irão proporcionar educação, saúde, emprego, etc. Nenhum diz exatamente como fará isso, de onde captará recursos (nem o que fará para reembolsar os que financiaram sua campanha, evidentemente). Tudo gira em torno de supostas obras que não se sabe como serão feitas, supostos serviços para os quais deverão contratar servidores (mas não contratarão, porque isso implicaria em aumentar arrecadação, diminuir roubalheira ou não financiar a manutenção do próprio partido no poder) e o mesmo blá-blá-blá que tem feito muita gente anular voto. Ontem eu lancei minha campanha pelo voto contra. Cada eleitor deveria ter a opção de, ao invés de votar a favor dos seus candidatos, votar contra os que considera piores. Cada voto contra cancelaria um voto a favor do referido candidato. Você chegaria à urna e haveria a pergunta inicial: quer votar a favor ou contra? Aí daria pra protestar de verdade, em lugar de votar no Cacareco, Clodovil ou Tiririca.

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