sábado, 1 de janeiro de 2011

Dos reducionismos

É interessante e benéfico que o mundo já esteja suficientemente aberto para que certas características individuais (etnia/raça, credo/ideologia, gênero/sexo) deixem de ser empecilhos para que se assumam posições de poder e responsabilidade. Porém, quando se vê as mesmas características empunhadas como bandeira ou representantes de um diferencial, fica a impressão de que o reducionismo se mantém: quem assumiu o cargo foi uma mulher, um negro, um operário, como se estas características singulares os definissem plenamente e aqueles indivíduos fossem perfeitamente intercambiáveis por outros também portadores daquela característica, parecendo indiferente a presidente ser Dilma, Marlene Mattos ou Ana Maria Braga. Corre-se o risco de não poder ser oposição sem ser tomado por misógino. É isso o que a política do correto tem feito: em lugar de acabar com o preconceito, apenas virá-lo do avesso.

2 comentários:

Alline disse...

Eu não sei o que tem de tão extraordinário em ver uma mulher ali. Pra mim tanto faz - tendo competência está ótimo. Não sei se é o caso, mas...

Paulinho, que 2011 seja mais um ano de oportunidades e alegrias pra ti. Vai lá! =P

Beeeeeeeeeeeeijo

Luana disse...

Exatamente! Estao dando tanta importancia para o fato de ser uma mulher, que estamos deixando passar outras caracteristicas que procuramos em um governante.

Concordo que é um fato histórico.
Nos livros de ensino fundamental de 2030, a data será citada, mas nao significa que devemos esquecer o qu REALMENTE IMPORTA!

Muito bom seu texto!
Adorei!

 
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