domingo, 27 de fevereiro de 2011

Amor e Roma

Este título é um palíndromo, como devem ter reparado: lido de trás para frente, fica igualzinho. Assim, fica fácil memorizar que Roma pode ser o avesso do amor. Porém, vamos por partes. Um amigo meu, lá pelo início dos anos 90, apresentou-me uma teoria bastante interessante, que denominei "Teoria do fracasso amoroso auto-induzido". Simplificando: o Zé se apaixona pela Maria, que chama a atenção dele por ser sorridente, bonita, alegre e por vestir-se de modo provocante. Começam a namorar e, movido pelo receio de que outros homens também a considerem interessante e a assediem, começa a reclamar do modo dela sorrir, enfeitar-se, vestir-se e agir. Maria, embora a contragosto, passa a rir baixinho, alonga as saias, prende os cabelos e as ações. Depois de um tempo, para ficar menos interessante aos olhos dos outros, Maria não é mais aquela que atraiu o Zé. O interesse diminui, Maria fica ressentida, agora fazendo o mesmo tipo de cobrança: "Se eu não posso sair pra dançar, você não pode ir jogar sinuca!" O namoro vai pro brejo e o culpado é o próprio Zé, que não aprendeu a lição sobre o Império Romano: não adianta conquistar o que não se tem recursos pra manter. 

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