sábado, 28 de maio de 2011

Comentários tardios para notícias ultrapassadas - II

Dominique Strauss-Kahn (DSK) seria provavelmente o novo manda-chuva da França, segundo as pesquisas eleitorais. Era sabidamente mulherengo, tendo fama de sedutor. Houve tempos, quando professor, em que a mulherada o assediava. Porém, todo mundo fica velho um dia  e, consequentemente, menos atraente como parceiro sexual. O Olacyr de Moraes já declarou que sabe que a mulherada gosta mesmo é do dinheiro dele e não de sua performance sexual. DSK não parece ser menos inteligente que o Olacyr, embora igualmente namorador. Só que, segundo dizem, já perdeu a noção da hora de parar de tentar seduzir, tornando-se inconveniente com jornalistas jovens e/ou belas. Isso, caso seja verdadeiro, torna-o apenas babão e chato, a menos que ele ameace tirar seu emprego, jogar ácido no seu rosto, matá-la, enfim, fazer-lhe mal em caso de recusa. Porém, ele é um homem branco europeu e poderoso, um ícone, representando o poder político e econômico, o bicho-papão que assombra os pesadelos das minorias oprimidas. Exceto pelo DSK e pela camareira, ninguém tem certeza do que houve no quarto do hotel onde alegadamente ocorreu um estupro. Todos nós podemos no máximo especular a partir das versões fornecidas pela imprensa. Aí vão as minhas especulações e minha teoria conspiratória:

- Se você fosse um estuprador, escolheria a boca como alvo preferencial? Ela tem dentes e força de mordedura de 55 kg. Mesmo com uma arma na garganta ou na têmpora, o risco da estuprada arrancar um pedaço do bilau do tarado não é nada desprezível.

- Se você fosse um dos sujeitos mais poderosos do mundo, escolheria ficar hospedado em um andar de hotel sem câmeras de segurança? Só se pretendesse receber em seu quarto alguém que sua mulher, seus compatriotas ou o mundo inteiro não pudessem saber, concorda? Se o DSK, em suas viagens, costumasse receber a companhia daquelas mocinhas cuja profissão é "acompanhar", não ficaria bem que fossem filmadas entrando no quarto dele. Se isso era costume do DSK, certamente era do conhecimento dos serviços de inteligência de vários países. Você, leitor, pode pular a cerca sem que muita gente saiba. O presidente do FMI e possível futuro presidente da França, não.

- Você já foi surpreendido nu ou de toalha pela camareira de um hotel em que esteve hospedado? Eu nunca fui, mesmo ficando em hotéis mais modestos. Geralmente elas se comunicam com a portaria e/ou batem na porta antes de entrar. A diária do Sofitel não sai por menos de 800 dólares e, segundo a imprensa, a política de hotéis de grande porte é de que as camareiras andem em duplas para evitar encrenca (acusações de furto, etc). A do DSK estava sozinha.

- A camareira é uma imigrante da Guiné, negra, muçulmana, na faixa de uns 30 anos, com uma filha de quinze. Provavelmente prefere uma passagem para o inferno a ter que voltar para o seu país de origem. Lá eles praticam excisão de clitóris e as demais barbaridades que a Ayaan Hirsi Ali já denunciou no livro "Infiel" (que se refere à Somália, mas que não é tão diferente nesse ponto). Vocês sabem como é fácil a vida de imigrante nos EUA, não sabem?

- O Sarkozy e o Obama se entendem muito bem. Depois da morte do Bin Laden, Obama será reeleito. Sarkozy estava atrás do DSK nas pesquisas para as próximas eleições presidenciais.

- DSK era uma peça fundamental na negociação de auxílio do FMI à Grécia e Portugal e, consequentemente, para a estabilidade econômica dos países do sul da Europa, do Euro, etc.

Minha teoria conspiratória: EUA querem desestabilizar DSK, sabem que ele é mulherengo, conhecem seus hábitos. Uma das agências governamentais pega uma imigrante, vulnerável, ameaça mandá-la de volta à Guiné com uma mão na frente e outra atrás, paga para que ela faça sexo oral consentido com ele e o denuncie por estupro. Cria-se um escândalo sexual que derruba a candidatura presidencial de DSK e o tira da cabeça do FMI. Como o suposto estupro seria tomado como um ícone na luta das minorias oprimidas contra as maiorias que abusam de seu poder impunemente, haveria no mínimo uma parcela da opinião pública convencida de sua culpa antes do julgamento. 

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