domingo, 11 de setembro de 2011

Da tela para o papel

Tenho pensado em escrever roteiros. Há vários caminhos para isso e um deles vem de prestar atenção nos que são adaptados de livros. É muito complicado pegar um romance de quatrocentas páginas, com direito a tramas paralelas e momentos de acesso direto ao pensamento das personagens, e jogar em imagens e diálogos, restritos a menos de duas horas. Às vezes o resultado é feliz, como em "O nome da Rosa", outras nem tanto, como "O último portal", que estraga "O Clube Dumas" por não ter como sustentar a trama paralela entre os nove portais do reino das sombras e o clube dos manuscritos de Dumas. Não que o Johnny Depp tenha feito um mau Nicholas Corso, mas o final fica confuso. O melhor para não haver frustração, como sabem os leitores ávidos, é assistir ao filme antes da leitura. Li o primeiro livro da trilogia Bourne, escrito pelo Robert Ludlum. A história é bem diferente, mas nem teria como ser de outra forma: o Bourne original age na década de 70, em plena guerra fria, passando-se por assassino / terrorista para preparar uma armadilha para Carlos, O Chacal. O contexto histórico e a tecnologia são bastante distintos dos atuais. Por outro lado, o Bourne do livro não é tão auto-suficiente como o do filme, precisando da ajuda da Marie (sua namorada) e de outros, a fim de não morrer. A própria relação com a CIA é diferente, porque o eixo da perseguição não é a queima de arquivo, mas um jogo de gato e rato com o terrorista venezuelano. Terminei "Identidade Bourne" hoje e já estou passando para o próximo livro. Quando terminar, teremos uma nova postagem de "Personagens Inesquecíveis". Vai de brinde pra vocês a comparação entre o verdadeiro Ilich Ramirez Sanchez (Carlos, O Chacal) e seu correspondente cinematográfico. Como podem ver, na vida real não dá tempo para ser malvado e bonito.

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