sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Personagens Inesquecíveis: Jason Bourne

É difícil falar quem é Jason Bourne, até porque nem ele próprio sabe direito em função de uma amnésia. Mais difícil ainda porque há mais de três Jason Bourne: o da trilogia escrita por Robert Ludlum, o da trilogia filmada para cinema, o do filme para TV e as diversas sequências escritas por Eric Van Lustbader. Até agora eu li os três livros do Robert Ludlum, a primeira sequência do Lustbader e assisti aos três filmes. O Bourne original era um agente da CIA, recrutado para uma missão secreta: passar-se por assassino para ajudar na captura de Carlos, o Chacal. Porém, um acidente acontece e ele perde a memória, acaba sacando um dinheirão da CIA sem saber e a rapazeada pensa que ele virou a casaca. Ninguém gosta de ser roubado e ele passa o primeiro livro tentando descobrir quem é,  desfazer o mal entendido com a CIA e em um jogo de gato e rato com Carlos. É pena que tanto o Ludlum quanto os demais escritores e roteiristas não tenham feito uma pesquisa séria sobre amnésia, pois a forma como ele esquece / recupera as lembranças não bate muito com o problema que ele teve (dano neurológico em função do acidente). Está certo que nem todos os leitores entendem de neurociências, mas não custa pesquisar antes de escrever. Nos livros de Ludlum a esposa de Bourne – Marie St. Jacques – é crucial para que ele saia das enrascadas. O tempo inteiro ocorrem traições, imprevistos e fracassos de todos na perseguição e Bourne, embora habilidoso, não é infalível ou um super-herói. No último livro da trilogia ele já é cinquentão, sofre com a perda da vitalidade, dos reflexos e fica meio inseguro de sua capacidade de enfrentamento. Soma-se a isso uma dualidade entre Jason Bourne (assassino frio) e David Webb (professor, marido e paizão) em uma espécie de transtorno dissociativo de identidade. Novamente a pesquisa psicológica foi capenga, pois neste transtorno as coisas não se dão como no livro. Parte da trama envolve o psiquiatra Mo Panov tentando dar estabilidade para David Webb para o caboclo Bourne não baixar. Em toda a trama, Bourne fica entre as sacanagens do governo e as dos inimigos externos (terroristas, governos inimigos, etc), e o forte de Ludlum é criar tensões com soluções parciais até o final do livro, o que, diga-se de passagem, é uma grande qualidade no gênero suspense / aventura. Porém, depois que Ludlum bateu as botas e Lustbader assumiu a ”franquia” Bourne, em lugar de continuar com o estilo original, o novo autor enquadrou Jason como um de seus heróis típicos (Nicholas Linnear, da sequência de livros sobre ninjas, Jake Maroc, de Coração Negro, etc., todos seguindo a mesma fórmula). Marie sai de cena para não atrapalhar e as dores e dúvidas de Jason desaparecem. Li o primeiro da sequência, chamado The Bourne Legacy, porém não pretendo ler os seguintes. Gosto do Lustbader, mas depois de ter lido outros textos dele as coisas ficam meio repetitivas e previsíveis. O Bourne do cinema teve que ser mais ação e menos drama de consciência. A Marie fica como coadjuvante e, com a retirada do Chacal, foi preciso condensar os perseguidores de Jason na ala corrupta da CIA, transformar o mentor e o psiquiatra de Jason em inimigos e fazer de conta que um grupo de agentes assassinos não era atividade padrão, com o aval do governo, mas um desvio de percurso. Nestes tempos, há que se elogiar terem mantido a trama assim, sem árabes perversos. Seria muito desagradável ver Bourne atrás de Sadam Hussein ou Osama Bin Laden. Não gosto muito quando misturam 4 de julho com 11 de setembro, fica muito Rambo pro meu gosto. Ainda assim, bateu a vontade de ver o Matt Damon interpretar um Jason Bourne mais próximo do de Ludlum, entre as décadas de 70 e 80. Pena que não vai rolar.

sábado, 15 de outubro de 2011

O fim do humor 2


Na foto acima, temos Idi Amin Dada e Mussum. O primeiro foi um ditador genocida em Uganda, responsável pela morte de muita gente, enquanto o segundo foi um humorista que alegrou a criançada no programa "Os Trapalhões". Existe alguma semelhança física, mas tudo para por aí, como você deve ter concluído. Pois é, hoje em dia é difícil o pessoal entender que um humorista, por mais escrotas que sejam suas piadas e por mais que lhe falte gosto ou noção, continua sendo apenas um humorista... Já falei aqui no blog a respeito do fim do humor e da lástima que está sendo o patrulhamento ideológico nos dias de hoje. O Gentilli fez uma piada engraçada sobre um grupo de judeus endinheirados e teve que pedir penico diante da histeria punitiva e do politicamente correto. O Rafinha Bastos fez um comentário sem graça sobre a formosura da Wanessa Camargo e vai levar um tranco feio porque não pediu arrego. Tristes tempos, estes em que o humor é vilanizado pela correção política. Vou aproveitar enquanto ainda é possível e fazer uma piadinha gráfica em uma montagem tosca.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Promoção de aniversário

Caríssimos leitores, quarta-feira foi meu aniversário, mas o presente é de vocês! Os primeiros cinco leitores que comentarem esta postagem receberão inteiramente grátis um exemplar autografado do meu livro "Enganos, meias-verdades e um final quase feliz". Os demais terão um desconto especial no exemplar autografado. Os comentários aqui no blog são moderados, portanto seu e-mail não será publicado e será utilizado exclusivamente para o contato referente à promoção.

 
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