sábado, 2 de junho de 2012

Rotos e esfarrapados

No Brasil, não vale muito a sua conduta, mas sim o seu carisma e a sua cara-de-pau. Vejam o exemplo dos Ronaldos: o fenômeno fez de conta que ia pro Flamengo, deu uma guinada de mercenário e foi para o Corinthians, virando corintiano desde criancinha. O gaúcho fez a mesma coisa em relação a Grêmio e Flamengo. O fenômeno não conseguiu entrar em forma ou jogar bem em função de hábitos incompatíveis com vida de atleta. Idem para o gaúcho. O fenômeno ganhou um estadual jogando parado em campo, depois foi eliminado de uma Libertadores. Idem para o gaúcho. Só que o fenômeno é amigo do Ricardo Teixeira, agencia jogadores, chora na TV depois que faz alguma besteira (como a dos travecos), alega problemas endocrinológicos para não conseguir entrar em forma, enquanto o gaúcho fica quieto, levando sua vida de baladeiro e processando o Flamengo por ser um clube que finge que paga, conforme já disse o Vampeta. Aí você olha o Demóstenes, o Jefferson, o Calheiros, o Collor, todos se alternando no papel de mocinhos e bandidos, todos com o rabo preso e o telhado de vidro, todas as CPI até hoje já vistas terminando em pizza ou em renúncia aos 44 do segundo tempo e fica claro que o Brasil é um grande circo onde os palhaços somos nós, que ficamos passivos na plateia.

1 comentários:

Kamila disse...

Bah, Paulo, estou ilhada! Estou em um estágio de exclusão digital forçada, contrariando esse princípio básico da ONU! hahaha
Estou vivendo a base de apostilas e Folha de S. Paulo. Não vejo a hora de entrar logo na universidade e voltar à vida normal \z.

Mas quanto ao livro. Li e adorei! Virou membro de honra nos meus livros! Fico feliz de verdade em ter um livro seu, coisa que eu queria desde que conheci o Soco no Figo.

Quando sobrar um tempinho eu mando um alô :D

beijos

 
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