quarta-feira, 23 de maio de 2018

O Brasil que eu quero

Circularam nas redes sociais uns vídeos de umas mocinhas maranhenses pedindo - creio eu que por brincadeira, mas não importa - um Brasil com mais liberdade sexual. Enfim, pediram de forma mais crua e apimentada. Nessa faixa etária, por inexperiência, falta noção de que a sociedade resiste a mudanças de um modo violento. A pressão social veio com tudo e eu não estou vendo nenhum coletivo feminista sair em defesa das meninas maranhenses que querem um Brasil onde possam gostar de sexo sem sofrer represálias. Talvez a demanda seja pouco marxista, talvez o fato de uma ter pedido um Brasil "com menos gays e mais homens para comer nós" (sic) vá contra a ideologia radfem e prejudique as alianças entre minorias... Muitas questões políticas de bastidores.  O Brasil que eu quero está longe.

domingo, 18 de março de 2018

Preserve seus filhos

Livro novo na praça! Ainda não foi marcada a noite de autógrafos, mas o meu novo livro está disponível para venda no site da Chiado e comigo.

https://www.chiadobooks.com/livraria/preserve-seus-filhos-divorcio-e-bem-estar-psicologico


Sinopse
O divórcio é uma situação de mudança que pode causar estresse e sofrimento em diferentes graus. Mais do que ensinar fórmulas mágicas e receitas prontas para resolver sozinho as dificuldades que surgirem - e provavelmente surgirão -, este livro ajudará o leitor a procurar ajuda especializada, indicando os caminhos e serviços existentes. Além disso, favorecerá a compreensão dos aspectos psicológicos envolvidos na separação (dúvidas, conflitos, mágoas, luto, entre outros). A escolha do cônjuge, a crise no casamento, a tomada de decisão, o fim da vida em casal, as necessidades dos filhos, as novas configurações familiares, o papel dos avós, os tipos de psicoterapia e tratamentos auxiliares, tudo isto é tratado neste livro. Espera-se que lhe sirva como um guia para que este momento delicado e os que se seguirão sejam menos difíceis e que o impacto sobre os filhos seja minimizado, de modo a favorecer o bem-estar psicológico.

domingo, 4 de março de 2018

Juízo Final


Morre o vegano e avista Deus, um Brócoli gigante em Seu trono.
- És maldito! Renegaste tua missão de proteger meus filhos vegetais! Tu os devoraste, em vez de livrá-los dos inimigos criados pelo Maligno! Não foi para isto que foste feito!

sábado, 3 de março de 2018

O mundo dá voltas



O mundo sempre foi meio maluco, mas de tempos em tempos dá uma sossegada. Estamos em uma fase surtada. Trump é presidente, Nero já foi imperador. Temos personalidades midiáticas cuja vida real não corresponde ao que fantasiamos, tínhamos deuses e semideuses derivados da imaginação ou da idealização de poderosos já falecidos. As drogas eram outras, a violência era a mesma (as armas, não). Talvez a diferença seja apenas de escala, ou então de visibilidade. É uma época de crise de referências, o que por um lado é bom: permite alguma pluralidade. Por outro lado, todo mundo leva pedradas. Só me entristece que os moderados percam voz e os extremistas estejam gritando.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

O Carnaval Imaginário


Há muito tempo tenho preguiça de pular Carnaval, até porque não tenho uma alegria tão explosiva para contagiar a multidão. Minha alegria é diluída durante o ano e é mais homeopática, servindo para suportar as dificuldades que a vida apresenta a todos - uns mais, outros menos. Gosto de ver a alegria dos outros, as cores das fantasias e o lado mais bem humorado, com o pessoal chutando o balde, fazendo graça e beijando na boca. Já a porrada não me atrai fora dos ringues, onde os lutadores estão ganhando a vida e as injustiças são minimizadas com categorias de peso e regras. Até aí, tudo bem. Nada de novo no front. Mas na década de 80 existia um Carnaval Imaginário, uma espécie de Papai Noel e Coelhinho da Páscoa, que acontecia no Rio de Janeiro e era transmitido pela TV Manchete e pela Band. Rolava muita liberalidade sexual e eu pensava que os bailes que eu frequentava eram um retiro espiritual, em comparação com os do Rio. Aí, a idade é senhora da Razão e eu descobri que na verdade o pessoal que era liberal naquela dose era contratado, profissionais do sexo que faziam parte de uma encenação feita para as câmeras para movimentar dinheiro de patrocinadores e atrair turistas. A liberalidade sexual existia lá, como existe aqui também, mas é mais discreta e reservada. Porém, aquele Carnaval Imaginário despertava a fantasia de que existia em algum lugar "A Grande Bacanal" e que só não tinha rolado convite para mim. E, sendo honesto, ela existe, mas foi do Rio de Janeiro para Brasília. Nossa política é o verdadeiro Carnaval.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

A volta dos que não foram

Caríssimos, o blog vai voltar a funcionar de forma bissexta e irregular, quando tiver assunto. Quando for micropostagem, será feita no twitter @soconofigo.

Lá teremos microliteratura e microbobagens.

Aqui teremos mesoliteratura e mesobobagens.

Para macroliteratura, tem livro novo prestes a sair, desta vez sobre Psicologia, mas voltado ao público leigo.

Para macrobobagens, agende pessoalmente. Um abraço para quem ficou esperando!

 
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